Redução Teosófica
A redução teosófica é, em numerologia, a operação que consiste em somar sucessivamente os algarismos de um número até obter um algarismo único entre 1 e 9. Por exemplo, 1985 dá 1+9+8+5 = 23, e depois 2+3 = 5.
Origem e etimologia
O qualificativo teosófica remete para a Sociedade Teosófica fundada em 1875 por Helena Blavatsky, Henry Steel Olcott e William Quan Judge em Nova Iorque. Blavatsky populariza em Isis Unveiled (1877) e The Secret Doctrine (1888) uma leitura dos números como princípios universais, herdada de um sincretismo entre Cabala, neoplatonismo e hinduísmo. O método de redução por adição iterativa existia, contudo, muito antes da Teosofia: era praticado na Gematria hebraica e na numerologia árabe medieval. A designação moderna fixou-se, ainda assim, em torno dos escritos teosóficos.
Evolução e tradição
A redução teosófica tornou-se o método padrão da numerologia moderna ocidental codificada por Mrs. L. Dow Balliett (1908), Juno Jordan (1965) e Hans Decoz (1994). Aplica-se a todos os cálculos: caminho de vida, número de expressão, ano pessoal, etc. A regra é reduzir até um algarismo entre 1 e 9, salvo se a soma intermédia produzir um número-mestre (11, 22, 33) que se conserva. Uma variante, a redução por etapas, soma separadamente as componentes (dia, mês, ano para o caminho de vida) antes de as combinar. Esta variante pode produzir um resultado diferente da redução directa.
Utilização prática
Qualquer prática de numerologia moderna começa por dominar a redução teosófica. Calcular o caminho de vida, o número de expressão, o número da alma ou o ano pessoal implica sistematicamente esta operação. No Tarotoui, os cálculos numerológicos aplicam a redução teosófica automaticamente, conservando os números-mestres. O método pode ser estendido a qualquer dado: número de porta, matrícula automóvel, data de um acontecimento. Esta extensão ultrapassa, contudo, o quadro estrito da análise pessoal e cabe numa numerologia mais lúdica ou simbólica.
Para ir mais longe
A atribuição exclusiva à Teosofia é uma simplificação: o método existia muito antes. O debate entre redução directa e redução por etapas não está fechado e produz por vezes caminhos de vida diferentes para a mesma data. Note também que a redução teosófica perde toda a informação contida nos números compostos: 28 e 19 reduzem-se ambos a 1, mas um é cármico e o outro não. Uma leitura fina deve, pois, conservar a memória dos cálculos intermédios.